FIEE traz para São Paulo discussões sobre inovações e políticas públicas para Cidades inteligentes

27-jul-2017

Tema é um dos destaques de uma das quatro Conferências ABINEE TEC que estão sendo realizadas na feira

 

São Paulo, 26 de julho de 2017 - Cidades que conseguem se desenvolver economicamente ao mesmo tempo que aumentam a qualidade de vida dos habitantes ao gerar eficiência nas operações urbanas. Essas são as cidades inteligentes, conceito que vem ganhando cada vez mais força pelo mundo e também no Brasil. Para debater os desafios e oportunidades, a FIEE - 29ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, realizada esta semana, no São Paulo Expo debate políticas públicas e inovações para cidades inteligentes nesta quinta (27/7) e sexta (28/7), durante o ABINEE TEC, que ocorre dentro da feira.

O Diretor do Departamento de Inclusão Digital do MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Américo Tristão Bernardes e a Secretária-Adjunta de Inovação e Tecnologia da Cidade de São Paulo, Marianna Sampaio participam do painel “Política Pública para Cidades Inteligentes”, na quinta, às 15h, na Conferência Tecnologia e Sustentabilidade do ABINEE TEC.

Parcerias Público Privadas (PPP), conectividade e interoperabilidade para criação de soluções e novos negócios serão abordadas no segundo painel de quinta. As palestras serão ministradas por Vinicius Garcia de Oliveira, Coordenador do Estudo de IoT do CPQD, uma instituição independente, focada na inovação com base nas tecnologias da informação e comunicação (TICs) e Eduardo Kaplan, Coordenador da Frente Cidades Inteligentes do Estudo de Internet das Coisas (IoT) do BNDES.

Para o Diretor de Relações Governamentais da QUALCOMM, Francisco Soares, que mediará o debate, é de fundamental importância que esse tema seja tratado em um evento, como a FIEE, que conta com a participação dos principais agentes em inovação da indústria elétrica, eletrônica, energia e automação. “A implantação de cidades inteligentes no Brasil só será viabilizada com o apoio financeiro do Governo. Por isso, será uma interessante oportunidade de ouvir órgãos como o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o BNDES para avaliar como faremos no Brasil”, analisa Soares. O BNDES encomendou um estudo para o diagnóstico e a proposição de plano de ação estratégico para o país em Internet das Coisas. O estudo, que está sendo conduzido pelo consórcio McKinsey/Fundação CPqD/ Pereira Neto Macedo e será finalizado em setembro deste ano, identificou verticais prioritárias: saúde, rural e cidades inteligentes. “A Internet das Coisas pode contribuir de maneiras inimagináveis nas cidades, como em automação residencial, controle de tráfego, segurança pública, otimização da produção e consumo de energia, entre outros. Porém, a qualidade da conectividade é um gargalo e um desafio para colocar tudo em prática”, assinala o executivo.

Na sexta-feira (28/7), as inovações e oportunidades das cidades inteligentes serão abordadas em um painel, que será aberto pelo Coordenador-geral de Ciência e Tecnologia do MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Thales Marçal Vieira Netto com uma apresentação sobre a proposta de Política Pública do Plano Nacional de IoT, às 14h10. Na sequência, o Coordenador da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Carlos Venícius Frees, o Chefe de Divisão do Inmetro, Rodolfo Saboia Lima de Souza e Thales Marçal Vieira Netto, do MCTIC debatem o ambiente de demonstração e qualificação de tecnologias para cidades inteligentes. O debate será mediado por Vitor Amuri Antunes, fundador da SPIn, um instituto para fomentar soluções públicas inteligentes. Ele mostrará também como transformar as cidades brasileiras até 2020.

O último painel da conferência tratará da sustentabilidade energética inserida no conceito de cidades inteligentes no Brasil, com a participação da arquiteta da Eletrobras – PROCEL, Estefânia Mello e o CEO da GridVortex Systems Mediador, Jonny Doin.

 

Desafios e oportunidades da logística reversa de eletroeletrônicos e economia circular são abordados na FIEE

 

A Arena do Conhecimento “Tecnologia e Sustentabilidade” do ABINEE TEC 2017 debateu nos dois primeiros dias estratégias e práticas inovadoras para empresas, governos e entidades atuarem em projetos de logística reversa, integração, sustentabilidade e economia circular. A discussão ocorre em uma das quatro ilhas temáticas instaladas no âmbito da FIEE, que acontece até o dia 28, no São Paulo Expo.

Os debates na Arena de “Tecnologia e Sustentabilidade” tiveram início com o painel “Regulamentação da Logística Reversa na Cadeia de Eletroeletrônicos”, que contou com a participação do gerente do Departamento de Resíduos Sólidos da Cetesb, Flávio de Miranda Ribeiro e foi conduzido pelo diretor de Sustentabilidade da Abinee, João Carlos Redondo.

O representante da Cetesb falou sobre oportunidades de negócios com vistas a uma economia que contemple, além do reuso, da reciclagem e da recuperação de equipamentos, o desenvolvimento de produtos e soluções mais sustentáveis e versáteis para atender às novas demandas. “Com isso você aumenta a eficiência de recursos e reduz o impacto no meio ambiente”, disse Ribeiro.

Ele destacou a importância do diálogo entre a esfera pública e a indústria e apresentou a estratégia do governo estadual para um plano de Logística Reversa de diferentes produtos, que teve início em 2010, e prevê ações para os próximos oito anos. Ribeiro apontou uma mudança no comportamento do setor, que, em sua opinião tem se mostrado mais proativo e atento às imposições legais. Ele afirmou que o Estado de São Paulo, por exemplo, tornará mais rígidos o controle e a fiscalização para aqueles atuam à margem da lei.

O diretor de Sustentabilidade da Abinee criticou o excesso de regulamentações, leis e normas fiscais relacionadas à logística reversa de eletroeletrônicos. “Nós temos uma cultura de que basta uma regulamentação e as coisas se resolvem, mas não é por aí”, afirmou.

Redondo lembrou que a indústria eletroeletrônica, por meio da Abinee, tem participado ativamente das discussões em torno da Política Nacional de Resíduos Sólidos junto ao governo federal e de acordos setoriais estaduais. Nesse sentido, a Associação concebeu uma solução colaborativa: a criação da gestora GREEN Eletron, que reúne fabricantes do setor e responde pela gestão da logística reversa de seus produtos. “Nosso objetivo foi justamente o de harmonizar todos os atores envolvidos: governo, comércio, consumidor final, distribuidores, importadores e fabricantes”, disse. “Assim propomos uma solução que seja mais barata a todos e que possa trazer sinergia ao processo, pois nenhuma empresa, por maior que seja, consegue cumprir 17% de coleta em cinco anos, com 4,7 mil pontos de recebimento”, observou o diretor, em referência ao edital de chamamento Edital de Chamamento 01/2013.

Inclusive a própria FIEE possui dois pontos de coleta de equipamentos eletrônicos de pequeno porte, como computadores, impressoras, celulares, notebooks, tablets que serão encaminhados para reciclagem. A iniciativa faz parte do Projeto “Descarte GREEN” da GREEN Eletron.

Ao apresentar como os conceitos de economia circular podem auxiliar as empresas na logística reversa de eletroeletrônicos, João Carlos Redondo mostrou como isso implica em novas concepções de parâmetros de consumo e de produção. “As empresas devem começar a pensar em produzir já pensando no final de vida do produto”, salientou o diretor de Meio Ambiente da Fiesp e de sustentabilidade da Abinee. O painel contou com a apresentação de projetos inovadores de economia circular, como a Exchange4Change, a  primeira rede global de transferência de conhecimento dedicada ao Brasil para a materialização da economia circular, e o projeto de reciclagem de cartuchos da HP Brasil.

A conferência “Tecnologia e Sustentabilidade” na Arena do Conhecimento da FIEE teve ainda debates sobre os desafios fiscais, jurídicos e financeiros da Logística Reversa de produtos eletroeletrônicos. 

 

Fórum de Conectividade ABINEE TEC: Disrupção digital cria novo padrão de consumo, afirma professor da Harvard Business School

 

As tecnologias disruptivas estão criando um novo padrão de consumo e as empresas devem estar atentas para incorporar as mudanças em seus modelos de negócios. O alerta foi feito por Thales Teixeira, Ph.D. em marketing pela Universidade de Michigan e professor da Harvard Business School, que proferiu a palestra magna de abertura do Fórum ABINEE TEC 2017, que teve como tema Conectividade. “Empresas estabelecidas não estão sabendo responder a esta nova onda de disrupção digital”, advertiu. 

Teixeira traçou um panorama das ondas de disrupção digital ao longo dos últimos anos. Segundo ele, a primeira onda ocorreu nos anos 1990, com o início da internet em massa, quando as empresas entraram no mercado para oferecer conteúdos específicos. A segunda onda, no final dos anos 1990, introduziu a combinação de produtos físicos e digitais com a desintermediação de serviços, como viagens e serviços financeiros. “Agora, o mundo vive a terceira onda disruptiva, com o surgimento do decoupling (desacoplamento), que quebra elos existentes entre a atividade de valor do consumidor que eram tradicionalmente oferecidas em conjunto, como avaliação e escolha do produto”, afirmou o especialista. Segundo ele, as startups lideram essa nova onda, a partir da identificação de elos e oportunidades. “Os consumidores são fanáticos por decoupling, que estabelece um novo padrão de consumo”, observou.

Segundo ele, para que as empresas tradicionais não percam espaço nesse novo mercado é preciso identificar pontos fracos na cadeia de processo do consumidor. “Ache oportunidades antes que outros a encontrem”, alertou.

Teixeira destacou a importância da redução de custo ao consumidor em cada etapa, seja em termos monetários, de tempo e de esforços. “Reduzir esses esforços é o que fará com que o cliente continue com a empresa”.

 

Sobre a FIEE

 

Organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, principal organizadora de eventos do mundo, a FIEE integra o calendário global da Reed Exhibitions, junto com outras feiras do setor de energia, como Brasil Offshore, Fenasucro & Agrocana, Santos Offshore e no mundo: NEPCON, C-TOUCH & DISPLAY, All-Energy Exhibition & Conference, SPE Offshore Europe, World Future Energy Summit e International Biomass Expo.

Esta edição da FIEE reúne mais de mil marcas nacionais e internacionais em mais de 30 mil m² de área para um público esperado de 50 mil visitantes.

A FIEE conta com apoio da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), IPD Eletron e GREEN Eletron – Gestora para Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos.

 

Serviço:

 

FIEE - 29ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação

Data: 25 a 28 de julho de 2017 - das 13h às 20h.

Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 | Água Funda - São Paulo | SP)

Mais informações: www.fiee.com.br


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https://imprensa.reedalcantara.com.br/formularios/producao/formmidiakit.php?lang=pt&idevento=6580&cor1=78b652&cor2=548c31&cor3=ffffff

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