Venda de carros elétricos pode impulsionar a demanda mundial de energia

27-jul-2017

Até 2040, a estimativa é de que 40 milhões de veículos estejam rodando no mundo

 

São Paulo, 26 de julho de 2017 – A frota de veículos elétricos, que atualmente é de pouco mais de 1 milhão no mundo, pode atingir 40 milhões até 2040. Com isso, a demanda energética mundial tenderá a aumentar. Este foi um dos temas abordados pelo engenheiro Mario Santos, Presidente do Conselho de Administração da Enel Brasil, durante o debate de abertura da Conferência de GTDC – Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização de Energia do Fórum ABINEE TEC, promovido na terça-feira, dia 25, durante a FIEE – 29ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação.

“Este é um dos fatores que vai impactar a demanda de energia mundial nos próximos anos: o aumento da venda de carros elétricos”, disse Santos. Segundo ele, países na Europa, por exemplo, que vêm numa constância e estabilidade energética, poderão ter uma ascensão e um crescimento devido ao aumento expressivo da frota. Os dados apresentados pelo executivo são do relatório da Bloomberg New Energy Finance, que também apresenta que, até 2025, o preço dos veículos elétricos não vai sobrepor o dos movidos a combustíveis fósseis. A crescente popularidade dos veículos plug-in foi impulsionada pela queda dos preços das baterias de íon de lítio e, de acordo com o presidente da Enel Brasil, é uma notícia otimista para as provedoras de eletricidade, após a queda dos preços em meio à oferta abundante de energia renovável.

Os veículos elétricos serão responsáveis pela maioria das vendas de automóveis novos em todo o mundo até 2040 e vão representar 33% de todos os carros leves de passeio. No entanto, o desafio será para as distribuidoras de energia e órgãos reguladores, que terão que adicionar geração, parques eólicos e solares à matriz energética, sem interromper a oferta.
 
Confirmando as estimativas do mercado, a CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, e a Rede Graal inauguram na próxima quinta-feira, dia 27, um eletroposto para abastecimento de veículos elétricos, no Posto Graal 56, no km 56 da Rodovia dos Bandeirantes. O projeto é o primeiro corredor intermunicipal para veículos elétricos no Brasil, interligando as cidades de Campinas, Jundiaí e São Paulo. O novo eletroposto viabilizará viagens no sentido interior – capital. Desde o final de 2015, os usuários da mobilidade elétrica já podiam realizar o trajeto capital – interior com o eletroposto instalado pelas duas empresas no Posto Graal 67, no km 67 da Rodovia Anhanguera.

O painel de abertura da Conferência também abordou “O futuro da matriz de energia elétrica no Brasil” e contou com a participação do gerente executivo da ONS, Roberto Nogueira Fontoura; do superintendente da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, Jeferson Borghetti Soares; do Secretário-Adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Moacir Carlos Bertol; e do Senior Vice President Energy Management da Siemens, Guilherme Vieira de Mendonça. Além de abordar GTDC, mais três conferências simultâneas estão sendo realizadas durante a FIEE: Tecnologia e Sustentabilidade, Automação e Manufatura Inteligente, Inovação e Negócios Tecnológicos. São mais de 80 horas de conteúdo gratuito oferecido por mais de 100 palestrantes. A programação completa das conferências pode ser consultada em http://www.fiee.com.br/Eventos-de-Conteudo/Conferencia/

 

Empresas pedem urgência para inserção do Brasil na era da conectividade

 

Ação rápida. Essa é a postura que o Brasil deve adotar para aproveitar suas potencialidades e vencer desafios para ingressar de forma definitiva na era da conectividade. A avaliação foi unânime entre as empresas ABB, GE, Huawei, IBM, Qualcomm, Samsung e Siemens, que participaram do Fórum ABINEE TEC, com o tema Conectividade, realizado nesta terça-feira (25), no São Paulo Expo, durante a 29ª FIEE. O evento contou com a participação de cerca de 600 pessoas.

O painel, coordenado pelo pesquisador Silvio Meira, destacou a mudança de paradigma trazida pelas novas tecnologias e pela quantidade de dados disponíveis, onde “tudo e todos estão conectados”. Segundo ele, o futuro tem que ser “encantado no presente”. “Este não é um esporte para espectador. Temos que estar no jogo para aproveitarmos todas as oportunidades”, disse.

Segundo o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, também presente no Fórum, muitos dos temas relacionados às novas tecnologias ainda estão no campo teórico. “Há cinco ou seis anos discutimos smart cities e ainda estamos no mesmo lugar. O governo tem que sair da teoria e apresentar caminhos factíveis”, afirmou. Em sua opinião, se a economia brasileira não fizer a migração do analógico para o digital, o País corre o risco de ficar 50 anos atrasado em relação ao mundo.

Para o presidente da empresa ABB, Rafael Paniagua, a 4ª revolução industrial está em ritmo acelerado, com o aumento da utilização da automação, machine learning, impressão 3D, entre outras tecnologias. Para ilustrar o atual estágio do Brasil, o executivo ressaltou o robô industrial Yumi criado pela empresa que, pela legislação brasileira, não pode ser utilizado. “Precisamos de regulamentações e normativas que permitam a absorção tecnológica”, defendeu.

Gilberto Peralta, diretor Regional da GE Capital Aviation Services, também considera que o Brasil está atrasado. “Se não acelerarmos o passo, vamos ficar para trás”, afirmou. Ele elencou a capacidade de investimento como o principal obstáculo a ser superado. “Para isso, é inevitável a criação de incentivos fiscais e a redução de impostos que deem condições isonômicas de competição”. Outro entrave, em sua avaliação, é o registro de patentes. “Temos um importante centro de inovação no País, com engenheiros brasileiros repatriados, mas o registro das patentes é feito fora, pois aqui pode demorar 14 anos para sair”, observou.

Indagado pelo moderador Silvio Meira sobre como uma empresa pode ter uma existência de longo prazo, o presidente da HPE - Hewlett Packard Enterprise, Ricardo Brognoli, disse que uma companhia sobrevive no mercado apenas com inovação, transformação e adaptação. Outra questão destacada por Brognoli diz respeito à formação de parcerias entre vários players do mercado. “Nenhuma empresa tem sozinha uma solução do início ao fim”. O executivo também destacou a necessidade de manutenção de Lei de Informática no País.

A importância dessa política para área de produtos de tecnologia da informação e comunicação (TICs) também foi ressaltada pelo vice-presidente da Samsung, Benjamin Sicsu. Segundo o executivo, a Lei de Informática propicia o investimento em inovação no País. Sicsu criticou, entretanto, a análise por parte do governo dos relatórios de P&D atrasados. “Defendemos a proposta da Abinee de reinvestimento desses recursos para resolvermos problemas do futuro e não ficarmos presos ao passado”.

Para atender a demanda de dados no País, a infraestrutura é fator-chave. A observação foi feita pelo diretor da Huawei, Carlos Lauria. “O Brasil hoje enfrenta gargalos com o licenciamento para instalação de Estações Rádio-Base (ERBs) e burocracia para instalação de antenas”, disse.

O diretor da Qualcomm, Francisco Soares, afirmou que o conceito de 5G será fundamental para a introdução da Internet das Coisas. “Não é só aumento de capacidade, é um novo conceito de rede”. Ele ressaltou também a importância das faixas de frequência, ainda não licenciadas, para utilização em áreas como a saúde.

Fabio Rua, diretor da IBM, afirmou que o mundo está entrando na terceira era da computação. “A primeira foi a da contagem e tabulação, depois tivemos a era da programação e agora da cognição”, explicou. Segundo ele, esta nova etapa possibilita a “inteligência aumentada” em benefício de diversas áreas como saúde, comércio, agricultura e gestão pública. “Não estamos falando de tirar o ser humano dos processos, e sim facilitar a tomada de decisões”.

Para o vice-presidente da Siemens, Renato Buselli, a agregação de novas tecnologias aplicadas ao setor industrial propicia saltos exponenciais de produtividade. “Ainda é desconhecido o impacto que teremos daqui para frente, mas sabemos que será enorme”, disse.

 

Sobre a FIEE

 

Organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, principal organizadora de eventos do mundo, a FIEE integra o calendário global da Reed Exhibitions, junto com outras feiras do setor de energia, como Brasil Offshore, Fenasucro & Agrocana, Santos Offshore e no mundo: NEPCON, C-TOUCH & DISPLAY, All-Energy Exhibition & Conference, SPE Offshore Europe, World Future Energy Summit e International Biomass Expo.

Esta edição da FIEE reúne mais de mil marcas nacionais e internacionais em mais de 30 mil m² de área para um público esperado de 50 mil visitantes.

A FIEE conta com apoio da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), IPD Eletron e GREEN Eletron – Gestora para Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos.

 

Serviço:

 

FIEE - 29ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação

Data: 25 a 28 de julho de 2017 - das 13h às 20h.

Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 | Água Funda - São Paulo | SP)

Mais informações: www.fiee.com.br


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https://imprensa.reedalcantara.com.br/formularios/producao/formmidiakit.php?lang=pt&idevento=6580&cor1=78b652&cor2=548c31&cor3=ffffff

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