Evento acontece até a próxima sexta-feira, dia 1º de abril
São Paulo, março de 2011 - Aplicar as economias em um sistema fotovoltaico pode render mais do que deixar o dinheiro na poupança. A renda é resultado da energia fornecida pela rede pública que deixa de ser consumida. Algo em torno de 7,5% ao ano, segundo cálculo feito pelo estudante de pós-graduação do Instituto de Eletrotécnica da USP (Universidade de São Paulo), Aimé Pinto. O avanço da tecnologia permite o recurso a essa energia alternativa com elevado nível de confiabilidade. O estudante da USP foi o responsável pela produção das ilustrações que compõem a Ilha de Energia Fotovoltaica instalada na 26ª FIEE Elétrica (Feira Internacional da Indústria Elétrica, Energia e Automação) e na 6ª electronicAmericas (Feira Internacional de Componentes, Subconjuntos, Equipamentos para Produção de Componentes, Tecnologia Laser e Optoeletrônica), que se realizam até a próxima sexta-feira (01/04), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Com ajuda desses painéis ilustrativos é possível compreender a forma como a luz solar é transformada em energia para ser armazenada em baterias.
Os sistemas fotovoltaicos são uma forma de produção de eletricidade, atualmente em ascensão. Segundo estudos do Instituto de Energia da Universidade da Califórnia e da Associação das Indústrias Fotovoltaicas Europeias, desde 2003 o índice de expansão dessa indústria ultrapassa 50% ao ano. Esse índice só foi possível em razão da adaptação dos sistemas fotovoltaicos integrados à rede pública convencional de energia, o que no Brasil só poderá ocorrer por meio da adoção do chamado SMARD GRID, isto é, das redes inteligentes que permitem medir com precisão o fornecimento de energia nas suas diversas direções.
O tema será debatido nesta quarta-feira (30/03), às 14 horas, no Fórum ABINEE TEC, e abordará desde as propostas governamentais até as aspirações do setor privado. Na ocasião será proferida a palestra Geração Distribuída – Sistemas Fotovoltaicos, com a presença de especialistas e do Grupo Setorial Sistemas Voltaicos da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletroeletrônica), entidade apoiadora das feiras, promovidas pela Reed Exhibitions Alcantara Machado.
Até sexta-feira (01 de abril), 18 empresas desse setor associadas à ABINEE apresentam seus produtos, desde equipamentos convencionais até novidades para o aproveitamento dessa fonte de energia. Há empresas grandes, como a MPX, do empresário Eike Batista, um dos principais investidores em sistemas de energia fotovoltaica. Também estão presentes gigantes como a DuPont, Siemens e Saint Gobain. Essas empresas convivem com outras pequenas, como a Tecnometal, que está empenhada em desenvolver tecnologia própria para atender as peculiaridades do mercado local. Aimé Pinto explica que, por enquanto, o Brasil depende de tecnologia desenvolvida no exterior. “Não dominamos ainda o processo para o refino do silício policristalino, nem contamos com tecnologia própria para a instalação desses sistemas de produção de energia alternativa”. Não há tampouco políticas públicas para o desenvolvimento dessa área de atividade, embora o País conte com elevado potencial para o aproveitamento da luz solar.
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