Indústria 4.0 e Cidades Inteligentes:

10-jul-2019

Por Adriana Guidi, Gerente da FIEE Smart Future

Quando o assunto é inovação, Indústrias e Governos geralmente aparecem em páginas e contextos separados. Afinal de contas, não é segredo para ninguém que essas duas áreas têm seus próprios ritmos e demandas sobre o processo de evolução de suas organizações. Ainda assim, a verdade é que fábricas e cidades estão cada vez mais próximas em um desafio: como usar a tecnologia para melhorar seus resultados e operações?

O que ambas têm em comum é o fato de que precisam levar a transformação digital de suas operações a um novo patamar e, de preferência, o mais rápido possível. Isso fica mais evidente no caso do Brasil e de países emergentes, onde líderes corporativos e governamentais acabam enfrentando pressões extras por conta da comparação com mercados mais maduros, em que conceitos como a Indústria 4.0 e de Cidades Inteligentes, respectivamente, estão ganhando cada vez mais importância e destaque.

Estudos indicam que a adoção de soluções digitais pode gerar às empresas ganhos de pelo menos 40% em relação à produtividade. Estamos falando da implementação de conceitos como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Blockchain e Aprendizado de Máquina, entre outros, que poderão potencializar a automação de tarefas repetitivas, maximizando assim a operação das fábricas e diminuindo custos com falhas e prazos.

Do mesmo modo, estes conceitos e tecnologias também podem ser usados na melhoria dos serviços nas cidades. Estima-se que a aplicação de uma rede elétrica inteligente, com monitoramento ativo, pode reduzir em pelo menos 30% o consumo energético no setor público.

Mais da metade das organizações industriais de nosso País avaliam que a adoção de novas ferramentas digitais é uma questão urgente. Gestores da área pública assumem que a aplicação de soluções inteligentes na administração da cidade é uma prioridade incontestável para os próximos anos. Isso acontece porque, apesar de indústrias e cidades já usarem sensores e equipamentos para monitorar suas ações, não há dúvidas de que estamos apenas no começo de uma grande jornada.

O objetivo é avançar e usar a tecnologia para antecipar oportunidades, identificar com mais rapidez as ameaças, otimizar estratégias a longo prazo, automatizar processos e, principalmente, ser o caminho para aumentar a capacidade produtiva das indústrias e poupar de forma significativa o uso de nossos recursos naturais.

O sucesso dessa estratégia, contudo, depende de uma implementação conjunta dos avanços da chamada Indústria 4.0. A rotina de uma fábrica não pode ser dissociada do andamento da vida nas cidades. Uma capital como São Paulo, por exemplo, perde cerca de R$ 54 bilhões todos os anos com o trânsito e esse valor certamente impacta nos ganhos da indústria – assim como os prejuízos provocados pela violência, problemas com educação, saúde etc.

Por isso, é importante que cidades e companhias atuem em uma agenda comum, buscando na inovação a chave para aprimorar seus processos e iniciativas – a produtividade no caso da indústria; e a qualidade de vida dos cidadãos para as cidades inteligentes.

Mas o que falta, afinal, para que esses ganhos e oportunidades desembarquem na rotina da indústria e das grandes cidades brasileiras? Para buscar uma resposta a essa questão, precisamos promover o debate e a troca de conhecimento, com ações que permitam ampliar a solidez dos negócios e projetos. É isso que realizaremos na FIEE Smart Future, evento que reunirá agentes públicos, especialistas e profissionais da área de Indústria e Energia para discutir a transformação do mercado e apresentar com exclusividade as tendências e tecnologias do setor elétrico, uma área que movimenta mais de R$ 17 bilhões por ano no Brasil.

Temas como logística, mobilidade urbana e utilização de energia são questões inerentes aos resultados das operações. Basta pensar que uma cidade com trânsito melhor ou com uma malha menos poluente pode permitir encaminhar produtos (ou receber insumos) de maneira mais rápida e com menor custo.

Graças à inovação tecnológica, estamos avançando a uma era extremamente inteligente, como nunca vivemos antes na história. É preciso deixar claro, porém, que as vantagens precisam ser conquistadas dia após dia, e o mercado brasileiro tem que começar a agir rápido para não perder o ritmo exigido para a evolução.

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